A chegada da publicidade no WhatsApp muda o jogo do marketing digital. Veja como aproveitar essa novidade para gerar resultados reais.
O WhatsApp está deixando de ser apenas uma ferramenta de comunicação para se transformar também em um canal estratégico de publicidade. Com o avanço das funcionalidades de anúncios dentro do app — especialmente nas áreas de “Status” e “Canais” — as marcas terão em 2025 uma nova arena para competir pela atenção do consumidor.
Esse movimento representa uma mudança significativa no ecossistema da Meta e exige um novo olhar dos profissionais de marketing: como criar campanhas relevantes dentro de um ambiente onde as pessoas esperam privacidade, proximidade e agilidade?
Neste blog, você vai entender como a entrada dos anúncios no WhatsApp está moldando o futuro da mídia paga e como sua marca pode usar esse recurso para crescer com inteligência, sem ser invasiva.
O WhatsApp como novo espaço publicitário
O WhatsApp já conta com mais de 2 bilhões de usuários no mundo e é, no Brasil, o principal canal de comunicação entre pessoas e empresas. Até então, ele funcionava como suporte via atendimento ou como canal de remarketing via WhatsApp Business API. Mas agora, com a chegada dos espaços nativos de anúncio, ele entra oficialmente no campo da mídia paga.
O modelo de anúncios será semelhante ao dos Stories do Instagram — inserido entre os Status de contatos — e também poderá aparecer entre os “Canais” seguidos pelos usuários. A Meta já confirmou que os testes estão em fase avançada e que essa modalidade deve ser expandida gradativamente ao longo de 2025.
Essa novidade abre espaço para marcas inovarem, mas também impõe um grande desafio: respeitar o espaço do usuário em uma plataforma originalmente privada e pessoal.
1. Use os anúncios para iniciar conversas com contexto
O WhatsApp não é uma vitrine — é uma conversa. Por isso, anúncios no WhatsApp não devem ser pensados como banners ou vitrines, mas sim como portas de entrada para uma interação significativa.
O foco aqui é gerar curiosidade ou valor suficiente para que o usuário clique e inicie um diálogo com a marca. Isso pode ser feito com:
-
Ofertas personalizadas com base em interesses;
-
Acesso exclusivo a conteúdos, eventos ou cupons;
-
Dicas práticas com CTA direto para iniciar um atendimento.
O diferencial será a capacidade da marca converter o clique do anúncio em uma conversa útil, humana e de valor imediato
2. Construa campanhas com lógica de funil no WhatsApp
Assim como em outras plataformas, será essencial aplicar uma mentalidade de funil nos anúncios do WhatsApp. A diferença está na abordagem mais íntima e direta.
No topo do funil, os anúncios podem ser usados para gerar reconhecimento de marca ou apresentar um benefício. No meio, podem estimular o usuário a iniciar um atendimento, baixar um material ou receber uma consultoria rápida. No fundo, o foco estará em ofertas com prazo, escassez e personalização.
O grande trunfo aqui é unir a estrutura do funil com a agilidade da conversa. Uma jornada de conversão pode começar e terminar dentro do próprio WhatsApp — algo que nenhuma outra plataforma oferece com tanto imediatismo.
3. Abuse da personalização e automação estratégica
Diferente de redes como Instagram ou TikTok, o WhatsApp permite uma comunicação altamente individualizada. Isso significa que, após o clique no anúncio, a conversa pode seguir de forma personalizada, com base em dados comportamentais, localização, preferências e histórico do cliente.
Para escalar isso, o uso de automações inteligentes será indispensável. Bots com fluxos estratégicos, combinados com momentos de atendimento humano, vão permitir que empresas atendam milhares de usuários sem perder qualidade.
O segredo está em criar fluxos de conversa que pareçam naturais, úteis e focados na solução do problema do cliente.
4. Mensure além do clique: foque na conversa e na conversão
Com a chegada dos anúncios no WhatsApp, as métricas tradicionais como CTR (Taxa de Clique) continuam relevantes — mas sozinhas não dizem muita coisa. O que importa mesmo é o que acontece depois do clique.
Empresas precisam desenvolver métricas de performance baseadas em:
-
Tempo médio de resposta no chat;
-
Taxa de engajamento por campanha;
-
Taxa de conversão via conversa (ex: cliques em botão de pagamento, envio de documentos, agendamento de serviço);
-
Feedbacks qualitativos captados na interação.
Esses dados ajudam a entender a profundidade da conexão gerada por cada campanha, permitindo otimizações contínuas.
Conclusão: quem dominar o tom, domina o jogo
O WhatsApp será um dos canais mais valiosos para o marketing nos próximos anos, mas não funcionará com as mesmas fórmulas usadas em outras redes sociais. Aqui, a proximidade, o respeito pelo tempo do usuário e a utilidade real da conversa serão os diferenciais.
Marcas que souberem criar campanhas com contexto, personalização e foco em experiência vão transformar o WhatsApp em um canal de crescimento sólido — e extremamente mensurável.
